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A Black Friday no Brasil vierou Black Fraude
22/11/2017 - 14h38 em Brasil

Num dos casos mais emblemáticos já vistos, uma das maiores redes de supermercados do país anunciou em seu site um desconto de 90% num ar-condicionado da Samsung.

O aparelho saía de R$ 18.498,90 por R$ 1.799,90.

Agora alguém já ouviu falar de algum ar-condicionado residencial que custe quase R$ 18.500?

 

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Em sites de pesquisas de preços como o Buscapé, fica claro que geralmente um ar-condicionado sai por R$ 1.000 a R$ 3.000, dependendo da potência.

O ar-condicionado anunciado poderia até estar em promoção ao ser vendido por R$ 1.800, mas nunca com um desconto de 90%.

Por aqui vale tudo.

A Black Friday, como tudo mundo sabe, nasceu nos EUA. Os comerciantes por lá dão grandes descontos por tempo limitado e atraem multidões.

Nas lojas físicas, os consumidores passam a noite nas ruas geladas de diversas cidades americanas para guardar lugar na fila e entrar primeiro numa loja.

Dentro dos estabelecimentos, clientes enlouquecidos se digladiam para garantir o direito de comprar os produtos com os maiores descontos.

Mas no processo de importação da ideia para o Brasil, algo saiu errado.

E da Black Friday surgiu um subproduto BEM brasileiro: a BLACK FRAUDE.

Ela é muito simples: antes da promoção, o comerciante dobra o preço do produto. Quando chega a Black Friday, é só dar um desconto de 50%.

“Tudo pela metade do dobro.”

Para o comerciante, é o melhor dos mundos. Ele faz uma promoção “incrível”, atrai milhares de pessoas e vende seus produtos com as mesmas margens de lucro.

Acontece que as pessoas são mais inteligentes do que esses comerciantes pensam.

Fraudes como essas não passam despercebidas. E rapidamente os consumidores começaram a separar os sérios dos picaretas.

 

Da redação.

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